sexta-feira, 23 de julho de 2010

O homem contemporâneo...

O homem?
È aquele que nasce careca, sem dente, gritando assustado sem entender nada. Depois de alguns anos de intensivas brincadeiras com brinquedo pedagógico, muitos rabiscos em papel sulfite com lápis de cor, fazendo pedidos ao papai Noel, acompanhado de muita papinha enlatada de cenoura, pensa que começou a entender tudo, mas ainda não sabe de nada. Entra na moda em busca de uma tribo, corta o cabelo, pinta o cabelo, toma coca-cola e então começa entender que realmente ainda não sabe de nada. Sai do colégio, entra na faculdade e recebe um canudo... Acorda no outro dia, vai atrás de um emprego e sem entender nada, recebe uma ligação que está empregado (a). Sai correndo para comemorar com os amigos. Começa um namoro, compra ou aluga uma casa, acorda de madrugada com choro de criança, meio assustado com os olhos inchados, realmente sem entender nada.
No outro dia pega seu carro ou vai de ônibus, chega ao trabalho recebe o gerente que assina a sua demissão, sem entender nada, chega em casa e liga a televisão. Atende ao telefone, recebe a notícia que o nome da filha da sua filha é Letícia. Sem entender nada vai visitar sua neta, aproveita para passar no médico; o mesmo passa um atestado e fala para tomar cuidado. Assustado vai à igreja pedir explicação e um pouco de atenção.
O padre fala: vá para casa e espere a confirmação. Depois de alguns anos o homem bem velho, careca, sem dente, vai dormir sem saber qual é o verdadeiro sentido da vida, neste mundo matemático de aparências e ilusão.

Moral da história: o homem é uma conjuntura de repetições comportamentais. (risos)

Ah!! Uma observação:

Creio que o senso comum, seja a cartilha básica de como viver superficialmente neste mundo. Por mais que uma pessoa seja indagadora, critica, sempre existirá algo, comum, cravado em seu comportamento, pois, nascemos em uma sociedade com regras e limitações e, só cabe a cada um de nós decidirmos entre ser cópia ou genuíno.
Na cultura de massa, onde o senso comum predomina, só ocorre um pensamento mais profundo, quando acontece uma grande tragédia coletiva ou uma polêmica de grande repercussão, pois só assim o rebanho para e faz sua observação. Mudar a ideologia psíquica de um país creio que seja o caminho para a evolução...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ARTE X SENSO COMUM.....

Quando penso no que seja o senso comum, logo me vem em mente uma escala de pensamento. Esta escala que podemos também visualizá - la, sendo uma escada onde o senso comum fica sempre um degrau abaixo da criação. E o que é criação? É uma pergunta complexa. Não? Pois vivemos em um mundo aonde o clichê mais usado é: “Tudo se copia, nada se cria”. Existe um jargão no campo das artes que diz: Quando um artista cria algo realmente genuíno, ele desafia os deuses, pois a criação é um privilégio celestial. Imaginem se os artistas concebessem este clássico ditado e, só atuassem no campo da reprodução. Com certeza não contemplaríamos as perspectivas de Oscar Niemeyer e, o pintor Cézanne não diria: “Com o cone a esfera e o cilindro posso recriar a natureza.”
Quando coloco o senso comum em um degrau abaixo, faço uma conotação com o que já está posto, logo a criação sempre estará no futuro e o senso comum no passado que é consumido no presente.