O homem made in Brasil...
Vivemos uma crise psíquica, tanto no âmbito das relações quanto no administrativo, o material tomou o lugar do essencial, o ser humano cada vez mais, anda na contra mão em busca da felicidade, uma visão de projecção “hollywoodiana” de uma vida perfeita aonde os copos não se quebram e o corpo não exala odor. A tecnologia perdeu o seu verdadeiro significado de evolução e se tornou degradação a favor do conforto e, o comodismo não perde um sorteio da mega e enquanto isto; o mercado lança manequins que são inspirados em deuses gregos estimulando modelos vivos a mutilação. O amor é confundido com o sexo e a liberdade virou invasão, ser herói já não está mais na moda ser bandido tem papel garantido. E se você entrar em depressão não se desespere, coloque aqui na sacola do irmão sua contribuição e ajude a pobre corrupção. Enquanto isto lá fora cidadãos se aquecem e se alimentam com sopa cachaça e limão e depois da refeição vem a digestão, situação de coação, que faz esquecer a palavra a dissertação; partem para a agressão, acompanhados com um canhão na mão. Até o filho esqueceu que saiu de uma barriga pelas mãos de um cirurgião e sem pensar mata a própria mãe só para sustentar a droga da solidão, solidão que alguns conseguem acabar no shopping depois do consumo e satisfação, satisfação instigada pelos meios de comunicação, quê não está nem aí se você tem dinheiro na mão, mas que mesmo assim você todos os dias liga a televisão e torce pelo timão com seu filho ao lado que tem esperança de ser um craque da seleção, que vai à escola com a mochila nas costas e a bola na mão; então professora, fala para prestar atenção, enquanto ele olha pela janela avistando um campo duas traves com um vasto gramado de ilusão; ilusão ou sonho da casa própria que acaba deslizando nos morros desta nação, em falar em nação lá fora dois ou três países ameaçam o mundo com uma única bomba de exterminação. Bomba! Para que? Se já estamos no auge da degradação, degradação esta que não atinge a natureza por estar sempre em modificação, mas elimina o homem para que um dia em outra geração surja uma nova espécie de uma nova era, que use harmonia na relação.
Poxa! Comecei com uma dissertação e acabei fazendo rima da realidade, igual uma batata que antes de frita espalha ramas pelo chão, mas tudo bem esta é a proposta, expor uma visão.



