O arco-íris há três semanas ficou preto e branco; o produto mais vendido é o pulmão artificial , os poucos poetas que incomodam o sistema, são decaptados.
Cidadãos são classificados por tipo: p potenciais e tipos i impotências. O verde, este cada vez mais marrom, os animais de quatro patas, por conta da demanda da carne vermelha estão em maior número. A música só é usada como fundo fúnebre, atores foram substituídos por animação gráfica. Teatros são usados para reuniões de programação mental, para controlar os excessos carnais.
Com toda esta degradação terrestre: pastores, padres, donos de TV, madeireiros, fabricantes de automóveis, corruptos, jornalistas sensacionalistas, militares repressores, enfim egoístas, estes cidadãos bem sucedidos, estão construindo suas casas em planetóides adaptados para receber nossa raça humana. Contudo, sabendo que o tempo não existe, cuidemos do presente para que o futuro não seja o passado.
O homem made in Brasil...
Vivemos uma crise psíquica, tanto no âmbito das relações quanto no administrativo, o material tomou o lugar do essencial, o ser humano cada vez mais, anda na contra mão em busca da felicidade, uma visão de projecção “hollywoodiana” de uma vida perfeita aonde os copos não se quebram e o corpo não exala odor. A tecnologia perdeu o seu verdadeiro significado de evolução e se tornou degradação a favor do conforto e, o comodismo não perde um sorteio da mega e enquanto isto; o mercado lança manequins que são inspirados em deuses gregos estimulando modelos vivos a mutilação.O amor é confundido com o sexo e a liberdade virou invasão, ser herói já não está mais na moda ser bandido tem papel garantido. E se você entrar em depressão não se desespere, coloque aqui na sacola do irmão sua contribuição e ajude a pobre corrupção. Enquanto isto lá fora cidadãos se aquecem e se alimentam com sopa cachaça e limão e depois da refeição vem a digestão, situação de coação, que faz esquecer a palavra a dissertação; partem para a agressão, acompanhados com um canhão na mão. Até o filho esqueceu que saiu de uma barriga pelas mãos de um cirurgião e sem pensar mata a própria mãe só para sustentar a droga da solidão, solidão que alguns conseguem acabar no shopping depois do consumo e satisfação, satisfação instigada pelos meios de comunicação, quê não está nem aí se você tem dinheiro na mão, mas que mesmo assim você todos os dias liga a televisão e torce pelo timão com seu filho ao lado que tem esperança de ser um craque da seleção, que vai à escola com a mochila nas costas e a bola na mão; então professora, fala para prestar atenção, enquato ele olha pela janela avistando um campo duas traves com um vasto gramado de ilusão; ilusão ou sonho da casa própria que acaba deslizando nos morros desta nação, em falar em nação lá fora dois ou três países ameaçam o mundo com uma única bomba de exterminação. Bomba!Para que?Se já estamos no auge da degradação, degradação esta que não atinge a natureza por estar sempre em modificação, mas elimina o homem para que um dia em outra geração surja uma nova espécie de uma nova era, que use harmonia na relação.
Poxa! Comecei com uma dissertação e acabei fazendo rima da realidade, igual uma batata que antes de frita espalha ramas pelo chão, mas tudo bem esta é a proposta, expor uma visão.
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